Porto Alegre está implantando o Plano Diretor Cicloviário Integrado – (PDCI) aprovado em 2009, com o objetivo de “incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, dotando a cidade de instrumentos e infraestrutura eficazes para a implantação de uma rede cicloviária que propicie segurança e comodidade para o ciclista”. Tal objetivo se alinha às diretrizes estabelecidas em nível municipal pelo PDDUA – Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental e, em nível nacional, pelo Ministério das Cidades, que priorizam os meios de transporte não motorizados, por suas características de maior sustentabilidade social, urbanística e ambiental.
Na pesquisa de origem e destino por entrevistas domiciliares realizadas pela Prefeitura Municipal (EDOM 2003), menos de 1% das viagens diárias dos moradores de Porto Alegre eram realizadas com bicicleta. Os estudos demonstraram, ainda, que uma rede completa de ciclovias e bicicletários, que permitam circular e estacionar com conforto e segurança, pode fazer com que 10% dessas viagens se realize por bicicleta – cerca de 300 mil viagens por dia no ano de 2022.
Os estudos foram consolidados em uma minuta de projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores, que aprovou o PDCI por meio da Lei Complementar 626, de 15 de julho de 2009. Entre os instrumentos previstos está o gravame de uma Rede Cicloviária Estruturalque cobre todo o território do Município e se compõe de 495 km de vias que deverão, necessariamente, receber ciclovias ou ciclofaixas. Tal instrumento permitiu que todas as vias que serão reurbanizadas com recursos do PAC Copa tenham ciclovias incluídas em seu projeto.
Outro importante instrumento de ampliação da rede cicloviária é a construção de ciclovias proporcionais ao número de vagas de estacionamento de automóveis, como contrapartida para grandes empreendimentos.
Na pesquisa de origem e destino por entrevistas domiciliares realizadas pela Prefeitura Municipal (EDOM 2003), menos de 1% das viagens diárias dos moradores de Porto Alegre eram realizadas com bicicleta. Os estudos demonstraram, ainda, que uma rede completa de ciclovias e bicicletários, que permitam circular e estacionar com conforto e segurança, pode fazer com que 10% dessas viagens se realize por bicicleta – cerca de 300 mil viagens por dia no ano de 2022.
Os estudos foram consolidados em uma minuta de projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores, que aprovou o PDCI por meio da Lei Complementar 626, de 15 de julho de 2009. Entre os instrumentos previstos está o gravame de uma Rede Cicloviária Estruturalque cobre todo o território do Município e se compõe de 495 km de vias que deverão, necessariamente, receber ciclovias ou ciclofaixas. Tal instrumento permitiu que todas as vias que serão reurbanizadas com recursos do PAC Copa tenham ciclovias incluídas em seu projeto.
Outro importante instrumento de ampliação da rede cicloviária é a construção de ciclovias proporcionais ao número de vagas de estacionamento de automóveis, como contrapartida para grandes empreendimentos.
- Congresso ANPET - Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre - A questão da institucionalização: Relato sobre a experiência de elaboração de um Plano Diretor Cicloviário para a cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O enfoque principal está direcionado para a institucionalização do Plano, elaborando instrumentos eficazes para a criação de uma rede cicloviária na cidade dentro da estrutura política e administrativa existente.
- Congresso ANTP - Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre: Relato sobre o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre, envolvendo os estudos efetuados por consultoria de transportes, as medidas institucionais, com a aprovação de Lei Complementar, e o início da implantação da rede de ciclovias que deverá cobrir todo o Município.
- Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre - Resumo Executivo: Este documento apresenta o Resumo Executivo do Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre elaborado pelo Consórcio Oficina-Logit-Matricial. O trabalho foi iniciado em julho de 2006 e envolveu a participação dos técnicos do Consórcio e o Grupo Técnico de Acompanhamento – GTA formado por integrantes da ETPC, da Secretaria Municipal de Obras e Viação – SMOV e da Secretaria do Meio Ambiente – SMAM.
Principais Vias Existentes:
Atualmente, estão concluídos 8,5 Km, constituídos pelas ciclovias de Ipanema, da Restinga e da Av. Diário de Notícias e pela ciclofaixa da Av. Icaraí.
- Ciclovia Ipanema (Ciclovia Ayrton Senna da Silva): 1,2 km de extensão, no Bairro Ipanema. Inaugurada em 1993 e revitalizada em 2011. Trata-se de uma ciclovia segregada junto à via, bidirecional, 3,0 m de largura média e pavimento em asfalto pintado.
- Ciclovia da Diário (Ciclovia Eduardo Schaan): 2,0 km de extensão, na Avenida Diário de Notícias, junto à orla do Guaíba. Inaugurada em 2008 com 1,5 km e ampliada em 2010 em 0,5 km. Trata-se de uma ciclovia segregada em calçada, bidirecional, 3,2 m de largura e parte do pavimento em bloco intertravado colorido e a outra em asfalto pintado.
- Ciclovia da Restinga – 4,6km: A rede cicloviária do Bairro Restinga começou a ser implantada com a entrega, no ano de 2010, de 1,1 Km de ciclofaixas monodirecionais junto ao canteiro central da Av. Economista Nilo Wulff. Em 2012 foram entregues 3,5 Km de ciclovia segregada e bidirecional na Estrada João Antônio da Silveira, principal via do bairro, totalizando os atuais 4,6 Km de extensão.
- Ciclofaixa da Icaraí: Com 1,7 quilômetro de extensão entre as avenidas Wenceslau Escobar e Chuí, na Zona Sul, o trecho, de conformidade com os padrões do Plano Diretor Cicloviário, encontra-se do lado direito do sentido bairro-Centro, dando condições para que o ciclista possa se deslocar pela avenida, em área delimitada.
- Ciclofaixa Icaraí: Dicas e orientações para motoristas, pedestres e ciclistas
• A ciclofaixa fica junto ao meio-fio. Nos locais onde é permitido o estacionamento, este será demarcado à esquerda da mesma.
• Existe sinalização específica para paradas de ônibus, locais de embarque e desembarque e de carga e descarga
• Nos cruzamentos, a preferência é do ciclista. O motorista que desejar converter à direita deve ter consciência de que a velocidade do ciclista é superior à do pedestre, devendo redobrar a atenção.
• O ciclista deve trafegar apenas na mão correta, usando no sentido Centro-bairro a pista contrária ou a ciclovia da Diário de Notícias.
• Nos cruzamentos, o semáforo deve ser respeitado. A preferência é do pedestre onde não há semáforo.
• Nos semáforos onde há conversão à direita, quando o sinal abrir, os ciclistas têm a preferência. Assim, os motoristas que pretendem fazer a conversão devem aguardar que todos os ciclistas passem.
• Foi criado um box para o ciclista aguardar a abertura do sinal à frente dos automóveis.
Principais Vias Planejadas:
- Ciclovia da Sertório: 12,3 km de extensão, contemplando Avenidas como Sertório, Assis Brasil, Severo Dullius e dos Estados, na Zona Norte. O projeto e obra desta ciclovia estão em processo licitatório e serão custeados com recursos da PMPA e do PAC/Copa.
- Ciclovia da Padre Cacique: 1,0 km de extensão, conectando a ciclovia da Diário de Notícias com a futura ciclovia da Edvaldo Pereira Paiva. O projeto e obra desta ciclovia serão licitados e custeados pela PMPA.
As construções de outras ciclovias estão incluídas nos projetos de alargamento de vias para a Copa do Mundo de 2014 custeadas com recursos do PAC/Copa e são elas:
- Ciclovia da Edvaldo Pereira Paiva - 6,35 km de extensão, ao longo da Avenida Edvaldo Pereira Paiva e Loreiro da Silva. Em obras.
- Ciclovia da Voluntários da Pátria - 3,5 km de extensão, na Rua Voluntários da Pátria. Em fase de projeto e encaminhamento do processo de licitação da obra.
- Ciclovia da Tronco - 5,6 km de extensão, na Avenida Tronco. Em fase de projeto e encaminhamento do processo de licitação da obra.
- Ciclovia da Ipiranga - 9,4km de extensão, o projeto básico da ciclovia da Ipiranga foi desenvolvido pela equipe técnica da EPTC em 2010. A execução do projeto executivo e da obra ficou sob responsabilidade de empreendedores privados, em cumprimento à Lei Complementar 626/2009, que estabelece que para cada 100 vagas de estacionamento devam ser construídos 200 m de ciclovias. O projeto executivo foi entregue em 05 de setembro de 2011, em solenidade no Gabinete do Prefeito. Um passeio ciclístico pelo Dia Mundial Sem Carro marcou a ordem de início das obras, assinada em 22 de setembro de 2011 pelo Prefeito José Fortunati, pelo Diretor-Presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, e pelos representantes dos empreendimentos privados a cargo da implantação da ciclovia da Ipiranga. Trata-se de uma ciclovia segregada em terreno limpo, bidirecional, com 2,5 m de largura, pavimento em asfalto pintado. Apresenta peculiaridades como o fato de estar localizada sobre o topo do talude do Arroio Dilúvio, tendo, em um dos seus lados, um declive e, do outro, a pista da esquerda da Avenida Ipiranga, além de interferências com infraestruturas e vegetações existentes no local. Tais fatores que tornam a ciclovia da Ipiranga diferenciada, requerendo soluções específicas de engenharia.
Fonte: EPTC.